Muitas das coisas que dizemos nem sequer importam. As pessoas fazem filmes, depois vem outro realizador e ganham tantos grammy's que se esquecem de voltar aos filmes reais. É a vida. Andamos até estarmos cansados, e quando nos cansamos, deveria existir alguém que nos levasse ao colo e nos beijasse a testa quando fôssemos dormir. São sonhos, fantasias, memórias. Basta fechar os olhos. Todos queremos uma vida fácil e limpa. Queremos orgasmos, sorrir sem motivo, viver sem contar.Meu Deus, fascinem-me! Façam-me perder a cabeça e bater com ela tantas vezes na imaginação, até que o meu corpo estremeça e liberte aquela energia.
Poderia ser tudo uma poesia lírica de fazer inveja, mas não sou Camões nem consigo revolucionar o Mundo. Sou eu, eu eu e eu, com os meus versos imperfeitos mas perfeitamente alinhados.
Quero revolucionar-me. Fazer girar o meu corpo, até ficar enjoada, mas feliz. Quero dançar a noite toda, nua, sem mais ninguém. Irei precisar da minha mala bem perto, mas a alma vai ficar tão quente que o meu cérebro irá explodir em emoções violetas e lábios carnudos, e o saquinho deve logo ficar na cómoda.
Ela está cá sempre, a alma. Não adianta fechar a janela, nem pôr perfume no quarto. Hei de senti-la a esturricar e ainda achar piada a isso. No outro dia, acordei e abri os olhos. Quando me cansar, logo os fecho.
A preguiça é mais que muita e a paciência menos que pouca, por isso é sempre mais fácil ser uma cabra louca.
O fácil é uma merda, e no entanto, toda a gente o quer.
Deixaram de existir coisas difíceis. É só apanhar um autocarro, ter 20 euros na carteira, mortalhas, bilhetes do metro e um maço. Portanto, quero o fácil, como segunda opção e finjo que faço de primeira.
Acho que Deus deu boca a mudos que falam pelos cotovelos e olhos a quem já morreu demasiadas vezes.